Resenha O Analista - DESAFIO CLUBE DO LIVRO 2017

Desafio do Clube do Livro 2017
Olá Colecionadores!
Tudo bem com vocês?
Neste post apresento a resenha de um livro de suspense, o desafio era um livro de terror, mas como não sou fã do genero, escolhi um de suspense. Era para ter sido postado na última sexta-feira do mês de abril, mas devido a correria, somente hoje consegui postar!



Titulo: O Analista
Autor: John Katzenbach
Ano: 2013
Páginas: 464
Editora: Novo Seculo
Nota: 4/5

Sinopse: Feliz aniversário de cinquenta e três anos, doutor. Bem-vindo ao primeiro dia de sua morte. Assim começa a carta que Frederick Starks, um psicanalista de Nova York, recebe no dia de seu aniversário. A vida tranquila que Starks conhecia até então acaba ali. Ele é lançado em um verdadeiro jogo mortal, por um psicopata que se autodenomina Rumplestiltskin. Em uma eletrizante corrida contra o tempo, Stark deve descobrir a identidade e as motivações do assassino: quem é este homem, cuja vida foi supostamente destruída por Stark no passado? Se falhar, ele testemunhará a destruição de seus familiares e conhecidos, um após o outro... A não ser que tire a própria vida. À mercê de um homem que parece estar sempre um passo à frente, o analista deve usar todos os seus recursos para deter o psicopata e seu desejo de vingança, antes que isso o leve ao suicídio ou à insanidade. Um romance impressionante, na tradição dos suspenses psicológicos, baseado na delicada relação entre analista e paciente.

Resenha:
Imagine que no dia do seu aniversário, você recebe a seguinte carta:


Feliz aniversário de 53 anos, doutor. Bem-vindo ao primeiro dia de sua morte. 
Eu existo em algum lugar do seu passado. 
Você arruinou a minha vida. Você pode não saber como, ou por quê, ou ainda quando, mas arruinou. Você trouxe desgraça e tristeza a cada minuto da minha existência. Você arruinou a minha vida. E agora eu pretendo arruinar completamente a sua. 
Primeiro, pensei simplesmente em matá-lo para ficarmos quites. Mas percebi que seria fácil demais. Você é um alvo pateticamente fácil, doutor. Você não fecha as portas durante o dia. Percorre o mesmo caminho todos os dias, de segunda à sexta. Nos finais de semana, você continua incrivelmente previsível, com sua saída para comprar o Times, um 
pão de alho, um café, com duas colheres de açúcar, sem leite, a dois quarteirões de sua casa. 
Seria fácil demais. Persegui-lo e matá-lo não seria um grande desafio. E, dada a facilidade com que se pode assassiná-lo, acho que isso não me daria a satisfação necessária. 
Decidi que prefiro que você se mate. 
Mate-se, doutor. 
Salte de uma ponte. Estoure seus miolos com uma arma. Atire-se embaixo de um ônibus. Pule na frente de um trem do metrô. Abra o gás do fogão e acenda a luz. Encontre uma viga adequada e se enforque. Você pode escolher o método. 
Mas é a sua melhor opção. 
Seu suicídio será mais apropriado, dadas as atuais circunstâncias do nosso relacionamento. E, certamente, o meio mais satisfatório de pagar a dívida que tem comigo. 
Então, este é o jogo que vamos jogar: você tem exatamente quinze dias, começando amanhã às seis horas da manhã, para descobrir quem eu sou. Se conseguir descobrir, compre um box de anúncio no fim da primeira página do New York Times e coloque ali o meu nome. Isso é tudo: é só colocar meu nome. 
Se você não descobrir quem eu sou, então... bem, essa é a parte mais divertida. Você vai perceber que a segunda folha desta carta contém os nomes de cinquenta e dois parentes seus. Estão por ordem de idade, desde um recém-nascido, de quase Seis meses de idade, o filho de sua sobrinha-neta, até o seu primo, o investidor de Wall Street e notável 
capitalista, que é um ser tão sem graça quanto você. Se não conseguir colocar o anúncio como expliquei, então você só terá uma escolha: matar-se imediatamente ou destruirei uma dessas pessoas inocentes. 
Destruir. 
Que palavra intrigante! Pode significar a ruína financeira. Pode significar uma queda social. Pode significar violência psicológica. 
Pode ainda significar assassinato. Pense nisso. Pode ser alguém jovem ou velho. 
Homem ou mulher. Rico ou pobre. 
A única coisa que posso garantir é que será um acontecimento do qual eles — ou seus entes queridos — jamais se recuperarão, não importa quantos anos passem fazendo análise. E seja lá o que for, você vai viver até os últimos segundos dos últimos minutos de sua vida nesta Terra com a certeza de que foi você quem lhes causou isso. 
A não ser, é claro, que você tome a decisão mais honrada e se mate antes, salvando de seu destino qualquer outro alvo que eu tenha escolhido. 
Eis a sua escolha: meu nome ou sua nota de falecimento. No mesmo jornal, é claro. Como prova da extensão do meu alcance e do meu plano, entrei em contato hoje com um dos nomes da lista por meio de uma pequena e modesta mensagem. Sugiro que você passe o restante desta noite procurando saber quem foi contatado e como. Assim, você pode começar a verdadeira tarefa que tem à sua frente, sem demora, amanhã de manhã. 
É claro que não espero que você adivinhe minha identidade. 
Portanto, para mostrar que tenho espírito esportivo, decidi que de vez em quando, no decorrer dos próximos quinze dias, darei a você uma ou outra pista. Só para deixar as coisas mais interessantes, apesar de que um tipo intuitivo e esperto como você, deve deduzir que esta carta inteira está cheia de pistas. No entanto, aqui vai uma prévia, e é de graça. 
No passado, tudo era alegre e cheio de vida, 
Mamãe, papai e uma pequena criança. 
Mas aquele tempo bom acabou 
Quando papai para o mar viajou. 
Poesia não é o meu forte. 
O ódio, sim. 
Você pode fazer três perguntas. Do tipo que se responde com Sim ou Não, por favor. 
Use o mesmo método, a coluna de anúncios da 1ª. página do New York Times. 
Eu responderei do meu jeito dentro de vinte e quatro horas. 
Boa sorte. Você pode também aproveitar o tempo para organizar seu funeral. Uma cremação seria provavelmente melhor que um enterro elaborado. Eu sei o quanto você detesta igrejas. Não acho que seja uma boa ideia chamar a polícia. Eles certamente rirão de você, o que, eu acho, sua arrogância não suportará. E isso pode enfurecer-me ainda mais e, por enquanto, você ainda não tem ideia de como eu sou instável. Posso responder a esse ato de forma imprevisível, de várias maneiras terríveis. Mas de uma coisa esteja absolutamente certo: 
Meu ódio não conhece limites. 

A carta estava assinada em letras maiúsculas: 

RUMPLESTILTSKIN

Então... essa foi a carta que o Dr. Frederick Starks, psicanalista, recebeu no dia do seu aniversário.
Fazia tempo que não lia um suspense tão bem construído. A trama é tão elaborada, que chega a dar crise de ansiedade no leitor, pelo menos em mim essa reação foi possível. 
Starks é um psicanalista viúvo que não vê a hora de se aposentar. Depois do falecimento da esposa, sua vida cai em uma rotina cheia de mesmice, estagnada e entediante. Ele conta os dias para se aposentar e viver longe de NY. Mas seus planos são frustrados por um assassino que busca vingança contra o psicanalista. A partir do momento em que Starks recebe a carta, sua vida vira uma corrida contra o tempo, pois ele precisa descobrir quem é o possível assassino que o está perseguindo. Até chegar nesse ponto, o livro é bem parado, dando a impressão que o leitor não sai do lugar, já que Starks passa muito tempo pensando no quer fazer. Quando ele decide agir, o livro fica bem mais interessante. No final, o assassino surpreende, pois o plano que ele elabora para se vingar de Starks é genial e cheio de surpresas. Enfim, se você quer saber como se produz um psicopata, leia esse livro! A pressão psicológica sobre os personagens é fantástica e a medida que o enredo avança e novos desdobramentos se apresentam, nossas percepções, até então construída, caem por terra e é preciso um novo raciocínio para tentar entender a mente  psicótica do assassino vingador. Para quem é fã de suspense  e/ou estudante de psicologia, é uma ótima indicação! 

Quotes:
"Posso responder a esse ato de forma imprevisível, de várias maneiras terriveis. Mas de uma coisa esteja absolutamente certo: Meu ódio não conhece limites. A carta estava assinada em letras maiusculas: RUMPLESTILTSKIM"

"Conhecer fatos não é a mesma coisa que compreendê-los"

"Respirou profundamente e lutou contra a sensação de que estava sendo sugado para dentro de algo escuro e perigoso."

"A carta ameaçadora, a criança agredida com a pornografia, o repentino aparecimento de uma mulher impressionante e nua em seu consultório, tudo isso perturbava-lhe o equilíbrio."

"Um analista não é como um cirurgião, que pode observar o monitor cardíaco ligado ao paciente e reconhecer seu sucesso ou falhas pelos bips na tela. O controle é muito mais subjetivo."

"Olhou em volta e compreendeu que tudo o que imaginava ser tão seguro e particular em sua vida estava agora vulnerável."

"Era o momento tanto de morrer como de continuar. E o que quer que fosse, seria definido nas próximas horas."

"Um dos dogmas da psicanálise, que mesmo que as sessões cheguem ao fim e a terapia diária termine, o processo nunca estará completo. O que uma terapia fornece, na melhor das hipóteses, é uma nova forma de olhar para o que se é e permitir que uma nova definição da vida influencie as decisões que possam vir no futuro."

"Tempo é algo elástico, não é? Momentos podem durar uma eternidade ou evaporar instantaneamente."

"Ricky compreendeu uma coisa com uma profunda e cristalina clareza: dentro de vinte e quatro horas o Dr. Frederick Starks tinha de morrer."

Então é isso! Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar um comentário! 


Revista Conexão Literatura N° 23


Olá Colecionadores!
Tudo bem?

Já está disponível a edição de nº 23 (maio) da nossa revista. Destacamos a escritora Carolina de Jesus (1914/1977), que veio da favela e teve uma vida super sofrida, vivendo como catadora para sobreviver e sustentar seus filhos. Sua grande paixão sempre foram os livros, dos quais encontrava nas lixeiras. Passou a escrever sobre o seu cotidiano, até ser descoberta por um jornalista e foi à partir daí que sua vida teve uma grande reviravolta. Publicou seu primeiro livro, intitulado "Quarto de Despejo - Diário de uma favelada", do qual vendeu milhares de exemplares e atingiu mais de 40 países, sendo traduzido em treze idiomas. Hoje Carolina não é tão conhecida e é justamente isso que estamos fazendo, resgatando as memórias desta grande escritora.
Já na coluna “Conexão Nerd”, fizemos um vídeo especial intitulado “Os Imortais do Cinema”, não deixe de conferir e caso ainda não seja inscrito em nosso canal, inscreva-se.
Os leitores, autores, editoras e lojas agora poderão apoiar as edições da nossa revista e até serem patrocinadores, concorrerem a livros e souvenirs, serem divulgados, etc. Saiba mais sobre o projeto de apadrinhamento que fizemos no site Padrim, acesse: www.padrim.com.br/conexaoliteratura
Confira também excelentes entrevistas com autores, dicas de livros, crônicas e contos.

LINKS IMPORTANTES:

- Link direto para baixar a nova edição: http://www.fabricadeebooks.com.br/conexao_literatura23.pdf

Ademir Pascale - Editor
Twitter: @ademirpascale
http://www.revistaconexaoliteratura.com.br

Resenha: Peanuts - Desafio Clube do Livro 2017

Olá Colecionadores!
Tudo bem com vocês?
Neste post apresento uma resenha super fofa feita para o Desafio do Clube do Livro 2017. Era para ter sido postado na última sexta-feira do mês de março, mas devido a correria, somente hoje consegui postar!
O desafio de março seria uma resenha dupla: Um livro com imagens e um livro para ler em um dia. Escolhi Peanuts e resolvi a questão, pois além de ter imagens, também fiz a leitura em um dia! E que gostem! 




Título: Peanuts - Aventura - Ninguém mais tem o espírito de aventureiro
Autor: Schulz
Ano: 2015
Páginas: 144
Editora: L&PM Pocket
Nota: 5/5

Sinopse:
Mais de 250 tiras sobre... Aventura!
Publicada pela primeira vez em 1950, Peanuts é o resultado do gênio criador de Charles M. Schulz, que inventou um mundo atraente tanto para crianças como para adultos a partir de personagens que expressam sentimentos incrivelmente profundos e tocantes. Peanuts foi publicada diária e ininterruptamente por quase­ 50 anos - o que nunca aconteceu com nenhuma outra HQ - e chegou a figurar em 2,6 mil jornais, atingindo um público de 355 milhões de leitores em 75 países e 40 línguas.
Resenha:
Bem, para quem ama Snoopy, assim como eu, sabe que qualquer coisa que saia dele, seja tirinhas, livros e/ou desenhos e filmes, é sempre mais que bem vindo.
Essa edição da imagem foi um presente que ganhei de uma amiga muito querida há mais de um ano e somente agora fui ler por conta de um desafio entre blogueiros.
O livro é uma reunião de várias tirinhas que reúne várias situações, não conta uma unica estória e sim um conjunto delas. Mas para quem assistiu o ultimo filme, mas achar muitas cenas do filme nestas tirinhas! 
Livro curto, bem humorado, super fofo. Uma ótima dica de leitura para todas as idades e gostos!

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Então é isso! Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar seu comentário! 

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